terça-feira, 18 de novembro de 2014

As possibilidades de intervenções que o professor deve fazer para uma criança que está no processo inicial da construção do conceito de número

      Primeiramente, deve-se pensar que antes de cobrar algum conteúdo dos alunos é preciso ensiná-los e exercitar o que foi apresentado. Acontecendo uma maior compreensão e consequentemente assimilação, resultando em uma aprendizagem significativa.
      O professor deve mostrar para essa criança usando diversas metodologias a importância do aprender, desde a matemática, mas também as outras disciplinas. Demonstrar a elas que o saber numérico é necessário para a convivência em sociedade, entre e fora da escola. Além de, tentar despertar o aprendizado de maneira agradável oferecendo estímulos e dando oportunidades para que ela descubra os números e desenvolva habilidades por si próprias.
      Uma criança que pensa ativamente, à sua maneira, incluindo quantidades, inevitavelmente constrói o número. A tarefa do  professor é a de encorajar o pensamento espontâneo da criança, o que é muito difícil porque a maioria dos docentes foi treinado para obter das crianças a produção de respostas certas.
     Mas, para que esse procedimento aconteça é indispensável que o docente se preocupe com a realidade apresentada pelos alunos, adequando o conteúdo conforme manda a rotina, costumes e cultura dos mesmos, para conseguir fazer caso necessário intervenções conscientes permitindo que a criança complete sua construção de conceitos.
      Ao falar sobre “construção de conhecimentos”, não há como deixar de lado a criatividade. Pois, um docente deve e precisa estar em constante busca pelo melhor trabalho, não podendo em hipótese alguma relaxar. Pois, um professor pode levar um aluno desinteressado a grandes sucessos, como também desmotivar outro que possua imenso interesse pela construção de conhecimentos.
      Um procedimento que resulta positivamente na construção do conceito de número é usar materiais concretos, porque a criança vai conseguir entender melhor aquilo que ela vê. Afinal, nos anos em que se introduz a matemática são ainda muito pequenos para conseguirem trabalhar com o abstrato. Um exemplo muito utilizado em diversas escolas entre elas públicas e particulares é o uso das mãozinhas como instrumento real e facilitador de ensino, além das músicas, jogos e brincadeiras. Vou citar agora algumas intervenções que devem ser desenvolvidas em sala de aula como facilitador de ensino.
- O docente deve levar os alunos a refletir criticamente, procurando trabalhar as operações matemáticas sempre contextualizadas, levando-os a utilizar o raciocínio lógico.
 - Toda vez que o docente pedir para que o aluno escreva determinado número, solicitar que ele interprete e de exemplo do número escolhido, levando-o a raciocinar.
- O professor pode pedir que a criança coloque um número que está faltando na sequência numérica, para isso pode mostrar imagens ou mencionar outras quantidades que contenham o número a ser adivinhado.
- Facilitar, no contexto da produção escrita dos numerais, a associação de idéias entre as crianças por meio do confronto das diferenças de escrita numérica e de uma mesma quantidade. É importante sempre pedir justificativas das hipóteses surgidas;
- Introduzir informações sobre o funcionamento do sistema de numeração, tanto de forma direta, como indireta, pedindo, por exemplo, que as crianças procurem representar o que for solicitado em diversos materiais disponíveis na sala de aula ou escrevendo no quadro números similares àquela que se está tentando ensinar.
Enfim, todas essas estratégias visam a construir na criança uma necessidade pessoal da compreensão numérica,  interpretação da sua escrita e um comportamento investigativo sobre suas dúvidas que o leve a buscar autonomia juntamente com o processo de construção de conceitos matemáticos ."Embora seja difícil para os professores, é preciso, muitas vezes, permanecer em silêncio, observando os comentários e reações das crianças durante a execução das atividades. Só assim é possível definir com maior clareza  as intervenções que devem ser realizadas. Por muito tempo na história da Educação, as dificuldades de aprendizagem na alfabetização eram justificadas como incapacidade da criança. "Hoje vemos que há uma relação direta entre as estratégias e a formas de ensino adotadas pelos professores e o aprendizado real. É preciso ter uma visão de conjunto e refazer o projeto pedagógicos o planejamento constantemente. Um ensino de qualidade depende muito do professor e da prática cotidiana de observação e intervenção consciente que devem ser feitas por ele.

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